15 de dezembro de 2019 - 02:41

Cidades

04/12/2019 06:25

Estudo aponta que 92% dos detidos por embriaguez no trânsito são homens 31 a 40 anos

Um levantamento feito pelos capitães da Polícia Militar Lucas Maciel e Diego John Guindani Silva apontou que 92% das pessoas detidas em blitz de trânsito por dirigir sob efeito de bebida alcoólica são homens de 31 a 40. A pesquisa, que compõe a monografia dos militares, considerou um universo de 324 inquéritos policiais de alcoolemia instaurados na Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran).

Eles analisaram 224 flagrantes gerados nas edições da Operação Lei Seca, no período de janeiro de 2015 a maio de 2019. Também concluíram que a maior parte dos autuados eram habilitados e tinham renda de até R$ 2 mil, por mês.

Dirigir sob influência de álcool é considerada uma infração gravíssima. E a multa, nestes casos, é de R$ 2.934,70, bem acima da renda da maior parte dos infratores. Ainda em relação à renda, 42% dos inquéritos são referentes a motoristas que ganham até R$ 1 mil, 40%, entre R$ 1 mil a R$ 2 mil, e 18% ganham mais de R$ 2 mil mensais.

 
Estudo pretende contribuir para ações mais rápidas durante as fiscalizações de trânsito — Foto: Mayke Toscano/Secom-MTEstudo pretende contribuir para ações mais rápidas durante as fiscalizações de trânsito — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Estudo pretende contribuir para ações mais rápidas durante as fiscalizações de trânsito — Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Deste total, cerca de 90% nunca foram flagrados em blitz por conduzir veículos bêbados e 10% são reincidentes. Os militares descobriram ainda que 20% dos indiciados por embriaguez ao volante não tinham habilitação e outros 79% eram habilitados. Ou seja, a maioria tinha conhecimento da legislação de trânsito.

Em relação às idades, 33% dos detidos tinham idade de 31 a 40 anos, 26% tinham de 26 a 30 anos e 24%, acima dos 40 anos.

Para os militares que realizaram o estudo, identificar o perfil dos condutores que infringem a lei, contribui para ações mais rápida durante as fiscalizações e o desenvolvimento de estratégias para inibir essa prática.


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