23 de novembro de 2020 - 13:46

Polícia

19/11/2020 12:21

Policial alega ter transtornos mentais e Justiça suspende ação

A juíza da 7ª Vara Criminal, Ana Cristina Silva Mendes, suspendeu uma ação até o julgamento de um incidente de sanidade mental interposto pelo policial penal (antigo agente prisional) do Estado, G.L.F.M. Ele é acusado de ter recebido R$ 100 mil no ano de 2013 para "facilitar" a fuga de sete presos da Penitenciária Central do Estado (PCE), e alegou no processo ter “depressão” e outros transtornos mentais.

Com a decisão, o processo que apura a responsabilidade do servidor público só será retomado após a realização de uma perícia judicial, que responderá dois questionamentos principais da juíza Ana Cristina Silva Mendes – sobre a capacidade de avaliar as consequências de “facilitar“ a fuga na PCE.

“Determino a Instauração de Incidente de Insanidade Mental em face do acusado G.L.F.M, e determino, ainda, a suspensão do feito até a solução do Incidente [...] Oficie-se ao Diretor do Setor de Psiquiatria Forense do IML requisitando com a máxima urgência o exame-médico e encaminhando-se, por ofício, cópia integral Incidente e dos autos principais”, determinou a juíza.

O CASO

 

G.L.F.M responde a uma ação no Poder Judiciário Estadual por supostamente ter “facilitado” a fuga de 7 presos da PCE. Para tanto, de acordo com informações da denúncia, ele teria recebido R$ 100 mil.

As fugas ocorreram entre os dias 17 e 18 de março do ano de 2013. Em agosto de 2020, um médico emitiu um atestado de 180 dias de afastamento do servidor público alegando complicações em seu “quadro clínico de depressão, crises psicóticas e instabilidade emocional”.

Uma audiência de instrução e julgamento estava agendada para o último dia 16 de novembro mas foi suspensa em razão das condições de saúde do policial penal.


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