16 de abril de 2021 - 23:19

Polícia

06/04/2021 17:29

Jovem de Cuiabá invade contas do Mercado Pago e rouba R$ 4 milhões

Gean Carlos Campos Pereira, 27 anos, foi preso no final da tarde desta segunda-feira (5) no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Ele é suspeito de ter cometido uma série de fraudes virtuais que somam um prejuízo de R$ 4 milhões.

Gean já era alvo de investigações da Delegacia de Furtos e Roubos (Derf) pela prática de furtos qualificados mediante fraude. Ele invadia contas do banco virtual Mercado Pago e transferia os valores para outra conta que ele controlava.

Ao invés de pegar o dinheiro, Gean realizava compras na plataforma Mercado Livre. Desta forma, o criminoso lavava o dinheiro do crime realizado anteriormente, o que configura autolavagem de capitais.

Segundo informado pela empresa, que tem sede em São Paulo, Gean teria causado prejuízo de aproximadamente R$ 4 milhões usando esse modus operandi.

Em um dos casos mais recentes, o estelionatário comprou 140 gramas de ouro na plataforma. A empresa percebeu que se tratava do mesmo criminoso e notificou a Delegacia Especializadas de Roubos e Furtos (Derf), que deu início às investigações para identificar o suspeito.

O cerco se fechou para Gean Carlos. Nesta segunda, por volta das 18h, policiais civis foram até a casa onde ele mora, no bairro Morada do Ouro, e fizeram a prisão em flagrante. O jovem não resistiu.

Em sua casa os policiais encontraram valores em dinheiro (não declarado), um iPhone 12, três carros de luxo da marca BMW, cinco moedas de ouro avaliadas em R$ 67 mil. Os policiais também levaram o disco rígido do computador usado por Gean, que passará por perícia em busca de mais provas.

Gean também investia seu dinheiro em mercado imobiliário. Na casa havia um contrato de compra de um terreno em Chapada dos Guimarães no valor de R$ 320 mil e outro de venda de terreno no mesmo município, avaliado em R$ 480 mil.

Ao pedir a prisão preventiva do estelionatário, o delegado Guilherme Bertolli destacou a engenhosidade do esquema operado por Gean.

"Nota-se que o suspeito Gean é um especialista na modalidade de crimes cometidos no ambiente virtual. Percebe-se que os bens, dentre eles veículos automotores e imóveis, foram adquiridos com o nítido fim de ocultar a origem ilícita dos bens", declarou o delegado.

Gean deve responder por furto qualificado pela fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Ele optou por se manter calado durante todo o interrogatório.

O caso continua em investigação para identificação de possíveis comparsas no crime, mas até o momento a principal suspeita é de que Gean Carlos agia sozinho.


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