Medidas preventivas tomadas em Guaratuba após detecção de toxinas acima do limite permitído, resultando na interdição da extração e comercialização de ostras e moluscos até a comprovação de segurança.
A detecção de níveis de ficotoxinas, substâncias tóxicas produzidas naturalmente por microalgas, acima do limite regulamentar na Bacia de Guaratuba resultou na suspensão temporária de toda a cadeia de extração, cultivo e comercialização de ostras e moluscos bivalves na região. A interdição preventiva busca resguardar a saúde pública contra riscos de intoxicação alimentar associados à proliferação de microalgas nocivas na água.
Impactos na produção e no cardápio local
Com a medida, estabelecimentos comerciais da região precisaram retirar temporariamente o prato dos cardápios, enquanto os maricultores paralisaram as atividades de colheita.
O impacto é que nós não podemos vender ostras no período onde não saem os laudos com a negatividade da quantidades de alga tóxica que tiver na água. Enquanto não saem os laudos, não pode ser comercializada, explica o vice-presidente da Associação Guaratubana de Maricultores (Aguamar), Hamilton de Moura Kirchner.
Ele ressalta que no cardápio a mudança restringe apenas o molusco: Não tem mudança no cardápio, só não pode servir ostra. Os outros pratos que são servidos sem ostras podem ser servidos normalmente.
O que causou o alerta e como funciona a liberação
Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a floração foi ocasionada pela microalga Dinophysis acuminata. Em análise realizada no dia 13 de outubro, a ficotoxina produzida por ela o ácido okadaico atingiu a marca de 290 kg, superando o limite máximo aceitável de 160 kg.
O monitoramento faz parte do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MOLUBIS), com coletas preventivas a cada 15 dias encaminhadas aos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
De acordo com o médico veterinário Cláudio Cesar Sobezak, fiscal de defesa agropecuária e chefe da Divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos (DISAQ) da Adapar, para que a área seja desinterditada são exigidos dois laudos consecutivos com índices abaixo do limite de referência.
A boa notícia é que o processo de liberação já está avançado: uma coleta realizada no dia 26 de outubro já apresentou resultado totalmente favorável, zerando o índice. A segunda amostra obrigatória já foi recolhida e o resultado final deve sair nos próximos dias, quando é esperada a normalização do comércio.
- O impacto é que nós não podemos vender ostras no período onde não saem os laudos com a negatividade da quantidade de alga tóxica que tiver na água.
- A floração foi ocasionada pela microalga Dinophysis acuminata.
- A ficotoxina produzida atingiu a marca de 290 kg, superando o limite máximo aceitável de 160 kg.
- O monitoramento faz parte do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MOLUBIS).
- Para que a área seja desinterditada são exigidos dois laudos consecutivos com índices abaixo do limite.


Ostras (IA)


