02 de novembro de 2026

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Suspensa extração de ostra em Guaratuba por microrganismos nocivos

AGRO Ostras 02/11/2026 11:30 Hamilton de Moura Kirchner, Elvisley José Rocha Ferreira e Elisangela Octaviano (Sobre o problema e sobre a resolução) tribunapr.com.br Guaratuba PR

Medidas preventivas tomadas em Guaratuba após detecção de toxinas acima do limite permitído, resultando na interdição da extração e comercialização de ostras e moluscos até a comprovação de segurança.

A detecção de níveis de ficotoxinas, substâncias tóxicas produzidas naturalmente por microalgas, acima do limite regulamentar na Bacia de Guaratuba resultou na suspensão temporária de toda a cadeia de extração, cultivo e comercialização de ostras e moluscos bivalves na região. A interdição preventiva busca resguardar a saúde pública contra riscos de intoxicação alimentar associados à proliferação de microalgas nocivas na água.

Impactos na produção e no cardápio local

Com a medida, estabelecimentos comerciais da região precisaram retirar temporariamente o prato dos cardápios, enquanto os maricultores paralisaram as atividades de colheita.

O impacto é que nós não podemos vender ostras no período onde não saem os laudos com a negatividade da quantidades de alga tóxica que tiver na água. Enquanto não saem os laudos, não pode ser comercializada, explica o vice-presidente da Associação Guaratubana de Maricultores (Aguamar), Hamilton de Moura Kirchner.

Ele ressalta que no cardápio a mudança restringe apenas o molusco: Não tem mudança no cardápio, só não pode servir ostra. Os outros pratos que são servidos sem ostras podem ser servidos normalmente.

O que causou o alerta e como funciona a liberação

Segundo a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), a floração foi ocasionada pela microalga Dinophysis acuminata. Em análise realizada no dia 13 de outubro, a ficotoxina produzida por ela o ácido okadaico atingiu a marca de 290 kg, superando o limite máximo aceitável de 160 kg.

O monitoramento faz parte do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MOLUBIS), com coletas preventivas a cada 15 dias encaminhadas aos laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com o médico veterinário Cláudio Cesar Sobezak, fiscal de defesa agropecuária e chefe da Divisão de Sanidade dos Animais Aquáticos (DISAQ) da Adapar, para que a área seja desinterditada são exigidos dois laudos consecutivos com índices abaixo do limite de referência.

A boa notícia é que o processo de liberação já está avançado: uma coleta realizada no dia 26 de outubro já apresentou resultado totalmente favorável, zerando o índice. A segunda amostra obrigatória já foi recolhida e o resultado final deve sair nos próximos dias, quando é esperada a normalização do comércio.

  • O impacto é que nós não podemos vender ostras no período onde não saem os laudos com a negatividade da quantidade de alga tóxica que tiver na água.
  • A floração foi ocasionada pela microalga Dinophysis acuminata.
  • A ficotoxina produzida atingiu a marca de 290 kg, superando o limite máximo aceitável de 160 kg.
  • O monitoramento faz parte do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MOLUBIS).
  • Para que a área seja desinterditada são exigidos dois laudos consecutivos com índices abaixo do limite.

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