15 de outubro de 2026

pt-br

Custo do boi sobe e reduz lucro dos matadouros em São Paulo

Agronegócio Pecuária 15/10/2026 11:11 Hildeberto Jr. / Canal Rural canalrural.com.br São Paulo SP

O preço do boi pronto para abate aumentou mais rápido do que o da carne no atacado, espremendo as margens de lucro dos frigoríficos paulistas devido à escassez de animais no mercado.

Os preços do boi gordo têm subido mais rápido do que os da carne bovina no atacado da Grande São Paulo. Isso está reduzindo a diferença entre o que os frigoríficos pagam pelo animal e o que recebem pela carne, o que pode diminuir o lucro das indústrias. A análise foi divulgada nesta quinta-feira (15) pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

  • O boi está mais caro que a carne por falta de animais para abate.
  • Frigoríficos em SP têm dificuldade para completar o plano de abate.
  • A margem de lucro da indústria está sendo apertada.
  • O consumo de carne deve aumentar no fim do ano.
  • O futuro dos preços depende da quantidade de bois disponíveis.

Segundo os pesquisadores, a falta de animais prontos para o abate e as dificuldades dos matadouros para encher suas escalas de produção são as principais causas da alta do preço da arroba em São Paulo. Com menos oferta, o valor pago pelo pecuarista sobe.

Por outro lado, os preços da carne no atacado não estão subindo na mesma velocidade. Isso significa que a diferença entre o custo do animal e a receita da carne está estreitando, o que pressiona os números finais das empresas.

O Cepea alerta que o lucro final do frigorífico não depende apenas do preço da arroba contra o da carne. Outros fatores importantes são o rendimento da carcaça, os custos de operação da fábrica e o dinheiro extraído da venda de subprodutos, como peles e ossos.

Previsão para as próximas semanas

Para os próximos dias, a tendência de preços dependerá da quantidade de bois disponíveis no mercado, da capacidade dos frigoríficos de processar a carcaça e da demanda por carne. É esperado que o consumo se aqueça no último trimestre do ano, o que pode ajudar a sustentar as cotações.

No entanto, a continuidade das altas do boi dependerá, acima de tudo, da oferta de animais. Se houver mais bois no mercado, a pressão sobre os preços pode aliviar. Caso contrário, o custo de produção dos frigoríficos continuará alto.


© copyright 2018 Todos os direitos reservados.