12 de maio de 2021 - 11:20

Polícia

08/04/2021 12:44

Polícia inicia investigação de denúncia por negligência e maus-tratos em hospital

A Polícia Civil abriu uma investigação preliminar, nesta terça (06), para apurar a denúncia registrada pela técnica de enfermagem Amanda Benício, de 38 anos, contra o Hospital São Judas Tadeu por supostas práticas de maus tratos e irregularidades com pacientes internados com Covid-19 (a doença causada pelo coronavírus).

O auto de investigação preliminar foi instaurado pela 2ª Delegacia da Capital (Planalto) e é conduzido pela delegada Luciani Barros Pereira de Lima.

Nesta quarta (07), Luciani ouviu em depoimento a técnica de enfermagem durante toda a manhã, que relatou as supostas denúncias em um boletim de ocorrência registrado na Central de Ocorrências de Cuiabá, na última segunda-feira.

A apuração preliminar também apura os fatos apontados em um segundo boletim de ocorrência, registrado pela Polícia Militar, em que a técnica de enfermagem consta como uma das partes envolvidas em um princípio de tumulto ocorrido na manhã do dia 5 de abril, no hospital particular, localizado no Jardim Califórnia, na Capital.

A delegada destaca que todas as informações apresentadas pela técnica de enfermagem serão apuradas. Os próximos passos da investigação são a requisição de documentos que se fizerem necessários para o esclarecimento dos fatos e oitivas de pessoas citadas pela profissional de saúde no boletim registrado, entre elas familiares de pacientes atendidos e funcionários do hospital.

A técnica afirma que uma fisioterapeuta do hospital colocou a máscara de oxigênio errado em Thiago, o que teria aumentado sua saturação, além de que ele teria pedido socorro e afirmado que o hospital estaria matando-o.

A profissional relata também que foi repassado que teriam que escolher qual paciente sobreviver por que não há respiradores e leitos, além da falta de sedativos para intubação, medicamentos e que pacientes intubados estão acordando do coma induzido e sendo amarrados. Em entrevista à imprensa na delegacia, Amanda afirma que foi demitida por falar a verdade e que resolveu denunciar por não "compactuar com a morte". Ela assumiu responsabilidades cíveis e criminais por tudo que declarou no BO.

Diante da situação, o Comando Geral da Polícia Militar pediu abertura de investigação de possível negligência no CRM e no Ministério Público Estadual. O hospital nega irregularidades e diz que a denúncia é uma vingança de Amanda por ter sido demitida há uma semana.


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