Três estudantes de Teresina conquistaram a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes 2026 após lançar um minifoguete feito por eles mesmo a 145,3 metros de altura no Rio de Janeiro.
Três estudantes de Teresina, no Piauí, conquistaram a medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Foguetes 2026, realizada nesta quinta-feira, 22 de outubro. O minifoguete desenvolvido pelos jovens atingiu 145,3 metros de altura na etapa nacional da competição.
A conquista veio após o trio passar pela etapa regional, onde o protótipo alcançou 101 metros de distância, garantindo assim a classificação para a fase final do torneio.
- A premiação aconteceu durante a 95ª Jornada de Foguetes, evento organizado pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica.
- O foguete é impulsado por ar comprimido e água, utilizando uma bomba de encher pneus como fonte de energia.
- A equipe piauiense competiu contra outras 81 grupos vindos de diversas regiões do Brasil.
- Os alunos contam com a orientação da professora Karoma Cristina e de outros dois docentes.
- O grupo planeja competir em outra categoria no próximo ano com um modelo de foguete diferente.
O desempenho dos estudantes no torneio
Os vencedores são Antônio Rufino da Silva Sobrinho, João Gabriel Ribeiro de Carvalho, de 15 anos, e Edwaldo Rodrigues de Moura Neto, de 14 anos. Eles estudam em uma escola particular de Teresina e criaram um equipamento que funciona com ar comprimido e água. A energia necessária para o lançamento é gerada pela pressão de uma bomba simples, semelhante à usada para encher pneus de veículos.
De acordo com a professora e orientadora Karoma Cristina, o nível 3 da competição, em que a equipe competiu, exigia que o foguete atingisse pelo menos 90 metros de altura. A dupla ultrapassou essa marca com folga ao alcançar 101 metros na fase regional, o que lhes deu o direito de viajar para a etapa nacional.
Prepare-se para os desafios climáticos
A professora explicou que, durante a fase nacional, houve grande concorrência, com um total de 82 equipes apresentando seus protótipos. Karoma Cristina ressaltou que fatores como vento e a umidade do ar podem interferir diretamente no voo dos foguetes, tornando o processo imprevisível. Por isso, a equipe realizou vários testes de lançamento antes da competição oficial.
Os ensaios foram feitos em uma propriedade privada e no sítio da família de Antônio Rufino, ambos localizados em Teresina. Karoma destacou que, por se tratar de um experimento, há riscos do foguete não voar, o que exige muitas tentativas e prática constante para garantir bons resultados.
Um sonho que continua
A orientadora afirmou que os estudantes estão extremamente felizes e surpresos com o resultado. Ela brincou dizendo que o grupo já está empolgado para o próximo ano. A intenção do trio é disputar outra categoria com um novo modelo de foguete, mirando, dessa vez, a conquista da medalha de ouro.
Além de Karoma, os alunos receberam apoio acadêmico dos professores Lucas Batista e Franklin Rinaldo, que não puderam estar presentes no evento. Karoma destacou que, historicamente, o Nordeste do Brasil costuma apresentar resultados importantes nessas competições, o que torna a disputa muito acirrada. O grupo se sente muito orgulhoso da medalha conquistada.
Durante os dias do evento, cerca de 300 alunos de todo o país participaram de aulas, oficinas e novos lançamentos de projetos. A participação foi uma experiência rica de aprendizado para os estudantes piauienses.


Trio de estudantes do PI conquista prata em olimpíada nacional de foguetes (Ajustada por IA)


