28 de setembro de 2026

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Farol de casal revela jacarés escondidos na água do Pantanal

GERAL Pantanal 28/09/2026 14:40 Primeira Página primeirapagina.com.br

Casal viajante filma olhos brilhando na lagoa da Transpantaneira à noite; biólogos explicam que é o reflexo da luz nos olhos dos animais

O farol do carro iluminou a beira da Transpantaneira e revelou uma cena surpreendente: vários olhos brilhando na água de uma lagoa. Nino e Aline, um casal de viajantes, estavam passando pelo Pantanal mato-grossense quando notaram os pontos de luz. Eles acreditam que se tratava de jacarés.

O registro foi feito à noite e capturou a atenção de quem assistiu. A luz do farol fazia os olhos dos animais refletirem brilhantemente na escuridão.

  • O vídeo foi publicado pelas redes sociais no domingo (27).
  • Os reflexos apareciam espalhados pela água escura da lagoa.
  • A luz também iluminava parte da vegetação à margem da estrada.
  • O casal brincom na legenda: "Parece mentira, mas juro que é jacaré".
  • Eles ainda provocaram seguidores: "Por mil reais, você nada ali".

A explicação científica por trás do brilho

Uma cena semelhante registrada no mesmo trecho ajuda a entender a surpresa. Um biólogo relatou que, durante uma expedição, seu grupo já havia observado muitos jacarés em um lago durante o dia. À noite, com a luz de uma lanterna refletida nos olhos, a quantidade de animais reunidos ficou mais evidente.

O reflexo ocorre devido a uma estrutura nos olhos dos jacarés chamada tapetum lucidum. Essa camada reflete a luz que entra nos olhos, ajudando os animais a enxergar melhor em ambientes escuros. Por isso, é possível ver os pontos brilhantes mesmo quando o corpo do animal está submerso e difícil de distinguir.

Essa característica é comum em muitos animais noturnos ou de hábitos semi-nocturnos, como gatos e lobos, mas no Pantanal é frequentemente associada aos jacarés.

O cotidiano dos viajantes

O casal vive há mais de dois anos e meio viajando pelo Brasil em um motorhome. Antes de embarcar nessa vida itinerante, Nino trabalhava como engenheiro e Aline era funcionária pública. Foi justamente a passagem pela Transpantaneira, famosa por sua paisagem e biodiversidade, que rendeu esse encontro inesperado com a fauna local.


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