Moradores de um condomínio na Zona Leste de Teresina relatam aumento no número de capivaras desde 2023. A Prefeitura criou um grupo com órgãos de meio ambiente e saúde para monitorar os animais e prevenir riscos à saúde, como a febre maculosa.
A Prefeitura de Teresina criou um grupo especial para analisar a presença de capivaras em um condomínio na Zona Leste da capital. A decisão foi oficializada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (28). O objetivo é proteger a saúde dos moradores e preservar a vida silvestre local.
O grupo será formado por órgãos de meio ambiente e zoonoses.
Moradores relatam a presença dos animais desde 2023.
O Ibama aponta o desmatamento como causa principal.
Há risco de transmissão da febre maculosa pelo carrapato-estrela.
A prefeitura buscará estratégias de manejo e prevenção.
De acordo com o decreto, este grupo, chamado de Grupo de Trabalho Interinstitucional (GTI), terá a missão de avaliar as condições ambientais e sanitárias do local. Ele também definirá como prevenir e cuidar dos animais que vivem no residencial.
Quem faz parte do grupo
O trabalho será conduzido por representantes de várias áreas. Participam da equipe a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semam), a Gerência de Zoonoses (Gezoon), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Histórico do problema
Esta ação ocorre três anos depois que os moradores começaram a se preocupar com a quantidade crescente de capivaras. Em 2023, vídeos gravados por residentes mostraram dezenas de animais circulando pelos jardins e áreas comuns do condomínio.
Causas e riscos à saúde
Na época, o Ibama explicou que a presença dos animais provavelmente está ligada ao desmatamento e às mudanças no habitat natural deles. É importante notar que a capivara carrega o carrapato-estrela. Este carrapato é a responsável por transmitir a febre maculosa, uma doença séria.
A febre maculosa é uma infecção causada por uma bactéria. Ela é transmitida pela picada do carrapato-estrela. A doença não se espalha de pessoa para pessoa pelo contato físico. Os sintomas parecem com outros casos de febre alta, o que pode dificultar o diagnóstico. No estado, existem duas espécies da bactéria que causam a doença.


Capivaras invadem condomínio e moradores ficam assustados



