A seleção indiana, próxima adversária do Brasil, vive momento crítico com cinco jogos seguidos sem vencer, falha nas Eliminatórias da Copa e na Copa da Ásia, e conta com apenas um jogador atuando fora do país, um goleiro da segunda divisão da Eslovênia.
A equipe da Índia, adversária do Brasil em amistoso agendado para sábado (3), às 11h (horário de Brasília), na cidade de Calcutá, apresenta um histórico recente marcado por resultados ruins e fragilidade técnica. A seleção asiática, atualmente na 138ª posição do ranking da Fifa, vive uma sequência negativa que compromete suas chances em competições internacionais importantes.
- Sequência negativa: O time indiano está há cinco partidas seguidas sem vencer, todas amigáveis.
- Falha nas Eliminatórias: A Índia não avançou da primeira fase das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, ficando atrás de Qatar e Kuwait.
- Fora da Copa da Ásia: A seleção ficou em último lugar na chave classificatória da Copa da Ásia, atrás de Singapura, Hong Kong e Bangladesh.
- Pouca experiência no exterior: Apenas um dos 26 convocados atua fora do país: o goleiro Som Kumar, na segunda divisão da Eslovênia.
- Última vitória: O time só venceu em março contra Hong Kong; desde então, empates e derrotas contra Panamá, Tajiquistão, Zimbábue e Jamaica.
A equipe não conseguiu ir além da primeira fase de grupos das Eliminatórias da Ásia para a Copa do Mundo de 2026. Com uma vitória, dois empates e três derrotas, a Índia ficou atrás do Qatar (41º lugar no Mundial) e do Kuwait. O time só teve vantagem sobre o lanterna, o Afeganistão, no saldo de gols.
O time também não obteve vaga na Copa da Ásia. Após duas participações consecutivas (em 2019 e 2023) no torneio continental, a seleção ficou em último lugar em uma chave classificatória que tinha Singapura, Hong Kong e Bangladesh.
Amistosos contra potências e declaração do goleiro
Na atual "data fifa", a seleção indiana conseguiu marcar três amistosos contra países que estiveram na Copa do Mundo: Panamá (empate por 1 a 1 no último sábado), Brasil (no próximo sábado) e Uruguai (6 de outubro). A preparação inclui jogos contra equipes de nível técnico significativamente superior.
"Nosso próximo jogo será o mais difícil adversário que eu enfrentei, ao menos em minha carreira internacional. O desafio será ainda maior, mas vamos fazer o nosso melhor", afirmou o goleiro Sandhu, atleta do Bengaluru. "Não podemos pensar no que o Brasil pode fazer, mas no que nós podemos fazer para incomodá-los."
Experiência limitada no exterior
Dos 26 convocados, somente um atua fora da Índia: o goleiro Som Kumar, que defende o ND Slovan, clube que ocupa hoje a oitava colocação da segunda divisão da Eslovênia. No futebol esloveno desde 2020 (já defendeu o Bravo e o Olimpija), o goleiro ficou no banco contra os panamenhos. A falta de experiência em ligas mais competitivas é um ponto fraco destacado pela imprensa.
O time asiático (138º do ranking da Fifa) está há cinco partidas (todas amistosas) sem vencer. Antes do empate com o Panamá, vinha de um empate e uma derrota em duelos com o Tajiquistão e mais duas derrotas, diante de Zimbábue e Jamaica. Sua última vitória foi em março, contra Hong Kong, pelas eliminatórias da Copa da Ásia.
Necessidade de crescimento consistente
A seleção indiana tem entre os convocados quatro jogadores que fazem parte do atual campeão nacional, o East Bengal. A dependência de clubes locais evidencia a necessidade de desenvolvimento do futebol nacional.
"Temos que jogar mais contra times grandes. Primeiro a Índia tem que estar entre as dez melhores da Ásia para depois pensar em grandes coisas. Um ou dois jogos não vão mudar tudo, a Índia tem que trabalhar com consistência e crescer como uma nação do futebol", afirmou o ex-jogador Bruno Coutinho.
Nascido no Brasil, ele virou cidadão indiano há mais de 40 anos. Defendeu a seleção do país dos anos 80 até o começo de 2000 em 44 oportunidades. A opinião de Coutinho reflete a visão de que a Índia precisa de um projeto de longo prazo para se fortalecer.


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