Na sexta-feira (2), os sócios do Guarani decidem se o time passa a ser uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). A votação ocorre às 15h30 e pode mudar o destino do clube. Saiba o que está em jogo e o que acontece se a ideia for rejeitada.
Os sócios do Guarani decidirão nesta sexta-feira (2) se aprovam ou rejeitam a transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Essa é uma mudança estrutural importante que pode alterar a forma como o time é administrado e financiado.
A votação acontecerá durante uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE). A primeira chamada será às 15h30, seguida de uma segunda chamada às 16h. O período de votação ficará aberto até as 20h do mesmo dia.
- A votação será híbrida: os sócios podem votar online (via link enviado por e-mail) ou presencialmente no ginásio do clube.
- Para a mudança ser aprovada, é necessário que pelo menos dois terços dos participantes votem a favor.
- A proposta de compra de 90% da SAF por Roberto Graziano foi temporariamente retirada para revisão após questionamentos.
- O presidente do Conselho Deliberativo, André Torquato, afirma que a aprovação hoje não mudará a estrutura imediata, pois o clube não tem recursos para assumir o modelo sozinho.
- Caso a ideia seja rejeitada, as negociações com Graziano não serão canceladas, mas passarão por ajustes para uma nova votação futura.
Como funciona a votação e a aprovação
O processo segue um formato híbrido, oferecendo flexibilidade aos associados. aqueles que preferirem votar de forma remota receberão um link por e-mail para realizar sua escolha. Além disso, os sócios têm a opção de ir presencialmente ao ginásio do clube para exercer seu direito de voto.
Um ponto crucial para a concretização da mudança é o quórum de aprovação. De acordo com as regras, é obrigatória a aprovação de dois terços dos participantes presentes para que o Guarani oficialmente se torne uma SAF.
Status da proposta de investimento
Inicialmente, a previsão era de que a proposta de Roberto Graziano, que prevê a compra de 90% da SAF, fosse votada em paralelo à constituição da sociedade. No entanto, durante a assembleia realizada na quarta-feira (30), o empresário anunciou a retirada temporária do documento para revisão.
Essa decisão foi tomada após questionamentos levantados pelos próprios sócios. Com isso, o procedimento que exige um parecer prévio do Conselho Deliberativo (CD) antes da análise final pelos sócios será refazido, garantindo que os termos sejam revisados adequadamente.
Impacto prático no clube
Segundo André Torquato, presidente do Conselho Deliberativo, a aprovação da SAF nesta sexta-feira não mudará a estrutura do clube a curto prazo. Ele explica que, na prática, o novo modelo de gestão só entrará em vigor quando um investidor assumir o controle efetivo da operação.
O dirigente destaca a realidade financeira do momento: O Guarani não tem recursos próprios para se constituir em uma SAF na prática hoje. Isso significa que a aprovação é um passo burocrático e estratégico, mas a mudança operacional depende de um parceiro externo.
O que acontece se houver rejeição
Por outro lado, a rejeição da instituição da SAF por parte dos sócios nesta sexta-feira não significa o fim das negociações com Roberto Graziano, afirma Torquato. O processo não será cancelado, mas sim revisado.
O presidente do CD projeta que a ideia é que a proposta passe por revisões e seja apresentada aos sócios em nova assembleia. Dessa forma, mesmo com um não inicial, as conversas continuam ativas para buscar um consenso futuro.


O Guarani terá uma sexta-feira (2) com decisão importante fora de campo. Foto: Raphael Silvestre/Guarani FC


