02 de outubro de 2026

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Jogadores cobram salários atrasados da Ponte Preta na Justiça

GERAL Futebol 02/10/2026 20:55 Redação Hora Campinas horacampinas.com.br Campinas SP

Volante Murilo Cavalcante e outros três atletas processaram a Ponte Preta por falta de pagamento, cobrando salários e verbas rescisórias. A crise financeira do clube levou a um transfer ban e rebaixamentos.

O volante Murilo Cavalcante, de 27 anos, decidiu encerrar sua passagem pelo Moisés Lucarelli e entrar com uma ação judicial contra a Ponte Preta. A decisão foi tomada após o fim de sua estadia no clube, onde ele disputou 13 jogos, e devido à falta de pagamentos de salários atrasados.

Com isso, Murilo deixa de viajar com a delegação para Cuiabá-MT, onde a Macaca enfrenta o Cuiabá neste sábado, às 17h, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O jogador não se reapresentou no CT do Jardim Eulina na quinta-feira (1), dias após a derrota por 2 a 0 para o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto.

Pontos-chave da crise na Ponte Preta

  • Murilo Cavalcante solicita a rescisão indireta do contrato e cobra salários e verbas rescisórias com urgência.
  • O goleiro Douglas Marques, o zagueiro Diogo Silva e o lateral Williams Bahia também entraram com ações contra o clube.
  • Os três últimos jogadores chegaram em julho e foram dispensados em agosto, pois o clube não podia inscrevê-los devido ao transfer ban.
  • Os processos somam centenas de milhares de reais em cobranças por salários, FGTS e multas.
  • O presidente Luiz Torrano e o diretor de futebol Marco Antônio Eberlin são alvos diretos das ações na Justiça.

Além de Murilo, o goleiro Douglas Marques, o zagueiro Diogo Silva e o lateral esquerdo Williams Bahia também moveram ações trabalhistas. Estes três atletas chegaram à Ponte Preta em julho deste ano para a disputa da Série B, mas foram dispensados em agosto. A justificativa oficial do clube foi a incapacidade de inscrevê-los, já que a equipe estava sob efeito do transfer ban, uma sanção que impede a inscrição de novos atletas.

Nos processos, os valores cobrados são significativos. Douglas Marques pede R$ 127.377,77 à Ponte, em uma ação na 10ª Vara do Trabalho de Campinas. Diogo Silva requer R$ 257.689,42, com processo na 1ª Vara do Trabalho. Já Williams Bahia protocolou pedido na 3ª Vara do Trabalho, somando R$ 110.208,32. As cobranças incluem salários não pagos, verbas rescisórias, FGTS e multas contratuais.

Responsabilização de dirigentes e impacto no esporte

Os dirigentes do clube não estão imunes às consequências. O presidente Luiz Torrano e Marco Antônio Eberlin, vice-presidente e diretor de futebol, foram incluídos como réus nas ações. A alegação é de gestão irregular e temerária, baseando-se na Lei Geral do Esporte, que permite a responsabilização direta de dirigentes por danos causados ao clube.

Desde 2025, os atrasos salariais têm sido recorrentes na Ponte Preta, gerando uma onda de saídas de atletas e uma série de ações na Justiça. Dentro de campo, a crise financeira e administrativa impactou diretamente o desempenho, levando o clube ao rebaixamento para a Série A2 do Campeonato Paulista e colocando-o a caminho da queda para a Série C no Campeonato Brasileiro.

A situação ilustra o grave momento vivido pelo Majestoso, onde a falta de liquidez para pagar funcionários e atletas tem manchado a imagem do clube e comprometido sua viabilidade esportiva e financeira no curto prazo.


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