09 de outubro de 2026

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PF investiga incêndio em prédio da UFPE após ameaças nas redes sociais

GERAL Incendio 09/10/2026 14:08 Estadao Conteudo - Noticias ao Minuto noticiasaominuto.com.br Recife PE

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar se houve ação criminosa no incêndio que destruiu laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco, enquanto peritos aguardam a liberação do local para identificar a causa do fogo.

A Polícia Federal (PF) dividiu as investigações sobre o incêndio que destruiu o prédio da antiga Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, em duas frentes principais. O fogo ocorreu na noite de quarta-feira (7). Segundo o delegado Rodrigo Bastos, a investigação foca na identificação da origem do fogo e na dinâmica dos eventos que ocorreram antes do incidente.

Um inquérito policial foi instalado imediatamente na manhã de quinta-feira, com equipes de perícia e investigação. O trabalho depende de reforços estruturais feitos pela universidade para garantir a segurança dos peritos no local.

  • O incêndio destruiu laboratórios de fármacos, informática e genética da UFPE.
  • O prejuízo total é estimado em aproximadamente R$ 100 milhões.
  • Suspeitos de fazer ameaças nas redes sociais já começaram a ser ouvidos pela PF.
  • O ministro da Educação liberou R$ 28 milhões para a construção de um novo prédio.
  • Este foi o terceiro incêndio registrado no campus da UFPE nos últimos oito dias.

Perícia aguarda segurança da estrutura

O delegado explicou que os peritos precisam de melhorias no escoramento e no reforço estrutural do prédio para entrar com segurança. Um levantamento inicial foi realizado na manhã de quinta-feira utilizando um robô, com o apoio de equipes do Instituto Nacional de Criminalística (INC).

O incêndio começou na noite de quarta-feira no edifício da zona oeste do Recife, que abrigava laboratórios estratégicos. O combate às chamas mobilizou oito viaturas dos Bombeiros entre 19h30 e 5h do dia seguinte. Não houve vítimas.

O reitor da UFPE, Alfredo Gomes, acionou a PF após receber ameaças de ataques à universidade em redes sociais. Ele repudiou os ataques e pediu a apuração das causas do incêndio e da circulação de ameaças à comunidade estudantil.

Ameaças nas redes e depoimentos

A PF confirmou que suspeitos foram ouvidos na quinta-feira e outros devem prestar depoimento na sexta-feira (9). Circulam nas redes sociais prints de grupos de mensagens com ameaças de explosão de departamentos e alertas para que estudantes "fiquem espertos com a bomba".

Este é o terceiro incêndio em oito dias na instituição. O reitor garantiu que os dois casos anteriores foram resolvidos: um no Departamento de Física (experimento de laboratório) e outro no Centro de Biociências (curto-circuito em ar-condicionado).

O reitor tranquilizou os vizinhos sobre o risco de vazamento químico, afirmando que todo o material foi consumido pelas chamas, sem perigo de contaminação biológica.

Relatos de estudantes e prejuízos

O prédio da antiga Dine fica ao lado da Casa dos Estudantes. Os primeiros sinais de fogo apareceram no último andar. Emmanoel Bezerra, de 24 anos, que mora na Casa, relatou que viu as chamas avançando para o ar-condicionado do andar de baixo.

O fogo causou explosões e liberou fumaça densa, assustando os moradores, que saíram do local. O estudante Emmanoel relatou cheiro insuportável e a percepção de perigo crescente.

Willyberg Gonçalves, de 22 anos, notou a fumaça ao sair da academia e acionou a segurança. Ele descreveu o fogo como explosivo, com liberação de gases tóxicos. Não houve acionamento de alarme de incêndio.

O reitor Alfredo Macedo Gomes estimou o prejuízo em cerca de R$ 100 milhões. Foram perdidos equipamentos de alta tecnologia, bancos de dados e amostras ligadas a 200 dissertações e teses em andamento.

Apesar dos estragos, as atividades acadêmicas continuaram, incluindo a Expo UFPE 2026. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, visitou o local e liberou R$ 28 milhões para a reconstrução, com início previsto em até 30 dias.


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