O Palmeiras garantiu vaga na final da Libertadores após eliminar o Fluminense nos pênaltis. A decisão será contra o Estudiantes, da Argentina, que venceu o Flamengo e calou o Maracanã. O confronto remete à final de 1968, quando o Estudiantes derrotou o Verdão em seu primeiro jogo decisivo no continente. A expectativa é alta para a disputa pelo título de 28 de novembro, que pode isolar o Brasil ou a Argentina no topo do ranking histórico.
A final da Libertadores deste ano terá um gosto especial de revanche para o Palmeiras. O Estudiantes, da Argentina, que eliminou o Flamengo nesta quinta-feira (22), conquistou seu primeiro título continental em 1968 justamente contra o Verdão. Naquela época, o time paulista estreava em decisões do continente e perdeu para os argentinos. Agora, no dia 28 de novembro, a equipe paulista terá a chance de buscar seu quarto título da América contra o mesmo adversário que a derrotou há 58 anos.
- O Estudiantes venceu o Flamengo nos pênaltis, com 3 defesas do goleiro Muslera.
- O Palmeiras eliminou o Fluminense após levar um gol, mas ganhou a disputa de pênaltis por 5 a 3.
- A final será no estádio Centenário, no Uruguai, palco da conquista do bi em 2021.
- O Brasil e a Argentina estão empatados no topo do ranking, com 25 títulos cada.
- Será a oitava decisão de Libertadores na história do Palmeiras.
O palco da decisão será o mesmo de 1968, mas que também sediou a conquista do bicampeonato em 2021: o estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. Em 2021, o Palmeiras levantou a taça na capital uruguaia ao superar o Flamengo por 2 a 1. A partida foi marcada pelo erro do volante Andreas Pereira, que hoje joga no próprio Palmeiras. O falha resultou no gol do atacante Deyverson, que garantiu o título naquele ano.
Expectativa por um confronto histórico
A expectativa inicial era de que houvesse um repeteco da decisão de 2025, o que seria inédito, pois nunca os mesmos times se enfrentaram três vezes em uma final da Libertadores. Em 2025, os dois rivais disputaram a taça mais importante do continente no Estádio Monumental, em Lima, no Peru. Naquela ocasião, o Flamengo venceu por 1 a 0, com gol do zagueiro Danilo, em uma revanche direta do jogo de 2021.
Porém, o Flamengo não conseguiu fazer a parte que lhe cabia e decepcionou os cerca de 70 mil torcedores que lotaram o Maracanã. A torcida esperava pela sexta final da história do clube, que seria a quarta em apenas oito anos. No tempo normal, mesmo com um jogador a mais durante quase todo o segundo tempo, o time carioca não saiu do zero a zero contra o Estudiantes. Esse foi o mesmo placar do jogo de ida, realizado no Estádio Jorge Luis Hirschi, em La Plata, na Argentina.
Decisão nos pênaltis no Maracanã
O momento mais difícil para os rubro-negros veio na disputa de pênaltis, que terminou com a vitória do Estudiantes por 3 a 2. O goleiro uruguaio Fernando Muslera, que já havia marcado falhas na Copa do Mundo, brilhou ao defender as cobranças de três principais jogadores do Flamengo: o volante Jorginho (batedor oficial da equipe), o meia Lucas Paquetá (que custou R$ 315 milhões aos cofres do clube, sendo a contratação mais cara da sua história) e o atacante Bruno Henrique.
Uma semana antes, na última quarta-feira (21), o Palmeiras também precisou dos pênaltis para avançar à oitava decisão de Libertadores da sua história. O Verdão eliminou o Fluminense após perder por 1 a 0 no jogo de ida, gol do volante Hércules. No jogo de volta, no Nubank Parque, o Palmeiras venceu a disputa de pênaltis por 5 a 3. O goleiro Carlos Miguel foi o herói da equipe paulista, salvando a cobrança do meia Nonato. No jogo de ida, realizado no Maracanã, o time paulista já havia vencido por 2 a 1.
Brasil e Argentina brigam pelo topo
O Brasil está presente de forma ininterrupta nas finais da Libertadores desde 2019. Desde então, em oito edições, esta será apenas a terceira vez que a decisão não terá times exclusivamente brasileiros. No primeiro ano dessa estatística, o Flamengo levantou a taça contra o River Plate, da Argentina. Em 2023, o Fluminense conquistou o título diante de outro argentino, o Boca Juniors.
A final deste ano deixará um dos dois países, Brasil ou Argentina, isolado como o que possui mais títulos da Libertadores. Atualmente, as duas seleções acumulam 25 conquistas cada. Vale lembrar que o futebol brasileiro nunca ocupou sozinho o topo do ranking histórico da competição até agora.
Em 1963, o bicampeonato do Santos levou o Brasil à liderança, empatando com o Uruguai, que tinha duas conquistas, ambas do Peñarol. Dois anos depois, a Argentina se juntou aos vizinhos no topo do ranking, com títulos consecutivos do Independiente. O tricampeonato do Peñarol, em 1965, significou a retomada da liderança pelo Uruguai.
Os argentinos se igualaram aos vizinhos uruguaios em 1967, após o título do Racing Club, e se isolaram no topo no ano seguinte graças justamente ao Estudiantes. Em 2025, por fim, o Brasil voltou a dividir o topo da estatística com a Argentina, após 60 anos sem esse status.


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