28 de outubro de 2026

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Indígenas acusam envenenamento de água em Mato Grosso do Sul após eleições

GERAL Violência 28/10/2026 08:14 Iara Balduino - Agência Brasil agenciabrasil.ebc.com.br

Lideranças Guarani Kaiowá denunciam crime após pleito presidencial, o que compromete o acesso à água potável já limitado no território; Ministérios pedem investigação urgente.

A deputada federal Célia Xakriabá (Psol) afirmou nesta terça-feira (27) que solicitou investigações para verificar um possível envenenamento da água no território dos Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, que teria ocorrido após as eleições presidenciais. Segundo a parlamentar, lideranças locais relataram ter sido vítimas deste crime.

Em um áudio enviado pelo aplicativo de mensagens WhatsApp, um dos envolvidos teria declarado: "é preciso matar essas praga pela água". A denúncia também foi formalizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib).

  • Deputada Célia Xakriabá pede investigações sobre envenenamento de água em MS.
  • Áudio revela intenção de "matar a praga" para obter água.
  • Indígenas Guarani Kaiowá dependem de caminhões pipa no território.
  • Denúncia foi enviada a MJSP, MPI, MPF e TSE.
  • Ministérios também investigam violência contra quilombolas e povos de terreiro.

A deputada acrescentou que os indígenas Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul já enfrentam dificuldades significativas de acesso à água potável, dependendo de caminhões pipa para suprimento. Ela alertou que contaminar esse recurso essencial coloca em risco direto a vida dessa população.

A denúncia foi encaminhada aos ministérios da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e dos Povos Indígenas (MPI), além do Ministério Público federal (MPF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma vez que o caso está ligado ao resultado das eleições.

Resposta oficial e contexto de violência

Em uma nota conjunta, os ministérios dos Povos Indígenas (MPI), dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e da Igualdade Racial (MIR) também solicitaram as investigações do caso. Os órgãos acrescentaram que estão atuando em outras denúncias de violência contra comunidades quilombolas e povos de terreiro registradas após o segundo turno das eleições.


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