O Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Prefeitura da capital assinaram acordo para usar o sistema Smart Sampa, com 58 mil câmeras, em investigações contra o crime organizado. Além disso, as imagens servirão para localizar homens que desobedecem medidas protetivas de violência doméstica, com apoio da Guarda Civil Metropolitana.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) fechou uma parceria com a Prefeitura de São Paulo. O objetivo é usar o sistema de câmeras Smart Sampa para investigar crimes cometidos por facções e para combater a violência contra as mulheres.
A decisão foi oficializada com a assinatura de dois acordos técnicos. Essa colaboração permitirá que o grupo especializado em crime organizado acesse as imagens do sistema para apoiar as investigações.
- O acordo de cooperação terá validade de 12 meses e poderá ser renovado.
- As câmeras ajudarão a identificar e localizar criminosos envolvidos em organizações ilegais.
- O sistema também será usado para localizar agressores que desobedecem ordens judiciais de afastamento.
- A Guarda Civil Metropolitana (GCM) será responsável por realizar as notificações dos agressores.
- Atualmente, a cidade conta com 58 mil câmeras, com previsão de expansão em breve.
Como as câmeras ajudam na investigação do crime organizado
Dois acordos técnicos foram assinados para viabilizar o acesso às imagens. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) poderá usar o Smart Sampa para apoiar suas ações de prevenção e repressão. A vigência inicial é de 12 meses, contados a partir da data da assinatura, podendo ser prorrogada.
Em entrevista coletiva, o promotor de Justiça do GAECO, Luiz Fernando Bugiga Rebellato, comentou sobre a importância da ferramenta. Segundo ele, o sistema já demonstra grande potencial. Desde que visitamos o Smart Sampa pela primeira vez, vimos o grande potencial da estrutura que a Prefeitura de São Paulo tem implementado cada dia mais, não só na identificação de criminosos. O policiamento preventivo, o monitoramento e os deslocamentos de determinados alvos têm um potencial muito grande para aprimorar as nossas investigações, declarou o promotor.
Estratégia contra a violência contra a mulher
No combate à violência de gênero, o Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) também utilizará o sistema. O foco é notificar os homens que possuem medida protetiva e estão proibidos de se aproximar de suas companheiras ou ex-companheiras.
Essas ações de fiscalização serão executadas por uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM). De acordo com o MPSP, cerca de 40% dos alvos deste tipo de medida não são encontrados para tomar ciência da ordem judicial. O convênio específico para a violência contra a mulher tem duração de 60 meses e também é passível de prorrogação.
Expansão da rede e segurança de dados
A prefeitura informou que a rede atual é composta por 58 mil câmeras na cidade. Os planos incluem a expansão de mais 20 mil equipamentos em breve, ampliando a cobertura de monitoramento na capital paulista.
Na semana anterior, noticiou-se um vazamento de informações do sistema causado por um acesso indevido de um dos operadores. A prefeitura esclareceu que o caso foi isolado e não constitui uma falha no sistema de segurança geral.


© Rovena Rosa/Agencia Brasil


