05 de novembro de 2026

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STF dá prazo para decisão sobre ex-dono do banco Master

GERAL Fraude 04/11/2026 22:52 Agência Brasil / Hoje em Dia hojeemdia.com.br Brasília DF

O ministro Edson Fachin do STF determinou que a Procuradoria-Geral da República tenha 15 dias para analisar o indiciamento de Daniel Vorcaro e outros 14 investigados por fraude de R$ 2,7 bilhões no BRB, além de avaliar a prorrogação da investigação.

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente sua manifestação sobre o relatório da Polícia Federal (PF).

Este relatório indiciou o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e mais 14 investigados por envolvimento em fraudes financeiras no Banco Regional de Brasília (BRB). Fachin, que é o relator do caso Master, também concedeu o mesmo prazo de 15 dias para que a PGR avalie o pedido da PF para prorrogação da investigação por mais 60 dias.

  • Prejuízo apurado pela PF é de R$ 2,7 bilhões no BRB
  • Daniel Vorcaro está preso no presídio da Papudinha, em Brasília
  • Investigação faz parte da Operação Compliance Zero
  • Defesa alega que não houve prejuízo e que o negócio gerou lucro
  • Prazo para manifestação do Ministério Federal é de 15 dias

Detalhes do indiciamento e prejuízos

De acordo com o relatório de indiciamentos, Vorcaro teve "participação pessoal, reiterada e diretiva" nas operações com carteiras de créditos irregulares do Banco Master que causam prejuízos ao BRB. Segundo os investigadores da PF, o prejuízo já apurado é de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

Parte das perdas foi provocada por carteiras de créditos inexistentes, que estavam em nome da Tirreno, uma empresa de fachada operada pelo Master, a qual realizou transações com o BRB. Vorcaro foi preso em março deste ano e permanece custodiado no presídio da Papudinha, no Distrito Federal.

Reação da defesa do ex-banqueiro

Após a conclusão parcial das investigações, a defesa de Vorcaro criticou o indiciamento promovido pela PF. Os advogados afirmaram que a corporação se "limita a repetir a mesma narrativa" e não conseguiu avançar de fato nas investigações.

"O negócio envolvendo as carteiras da Tirreno não foi concluído. As carteiras foram substituídas por outros ativos, e a troca realizada demonstra que os negócios entre o Banco Master e o BRB geraram resultados positivos para o Banco de Brasília. Nenhuma perícia oficial apurou qualquer prejuízo", argumentou a defesa.


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