19 de outubro de 2026

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Vereador do Rio preso no Paraná após postar foto de casamento

Polícia Prisão 19/10/2026 12:41 Kathulin Tanan, Bruna Melo, Márcia Brasil, g1 g1.globo.com Londrina PR

A Polícia Federal prendeu o vereador Fabio Silva, do Podemos (RJ), em Londrina (PR). Ele foi localizado após publicar fotos de um casamento nas redes sociais. A prisão faz parte da Operação Backbone, que investiga o monopólio de internet imposto pelo Comando Vermelho no Rio de Janeiro, incluindo o envolvimento da família do rapper Oruam.

O vereador Fabio Silva, do partido Podemos, representando o Rio de Janeiro (RJ), foi preso pela Polícia Federal (PF) na manhã desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, em Londrina, no Norte do Paraná.

O parlamentar, que atua na cidade do Rio de Janeiro, foi localizado pelas autoridades após publicar fotografias de um casamento nas redes sociais, detalhando o local onde se encontrava.

  • Um vereador do Rio de Janeiro foi preso preventivamente em Londrina (PR) nesta segunda-feira.
  • A localização do político foi possível graças a fotos que ele publicou nas redes sociais durante um evento social.
  • A prisão integra a Operação Backbone, da Polícia Federal, contra o monopólio de internet praticado pelo Comando Vermelho.
  • Família do rapper Oruam, incluindo mãe e irmão, também foi alvo de mandados de prisão na mesma operação.
  • A PF determinou o bloqueio de até R$ 558 milhões em bens de 40 pessoas físicas e 42 empresas investigadas.

A prisão na casa de um amigo

A Polícia Federal de Londrina confirmou a captura do vereador. Segundo a corporação, Fabio Silva foi encontrado na residência de um amigo, localizada no bairro Jardim Quebec, onde estava hospedado para participar da cerimônia religiosa.

O evento ocorreu no domingo, 18 de outubro. Ao lado do seu filho, o vereador publicou uma imagem na qual indicava a cidade em que se encontrava. Além da foto, ele foi filmado pela esposa no momento em que ambos dirigiam até o local da celebração.

Após a abordagem, o vereador foi conduzido ao Centro Integrado de Triagem de Londrina, enquanto seus familiares embarcaram para o Rio de Janeiro. A polícia apreendeu o celular do parlamentar para análise.

Ainda não há informações oficiais sobre a transferência do preso para outra unidade prisional, nem detalhes específicos sobre a natureza da participação dele na facção criminosa ou os crimes exatos pelos quais é investigado.

Perfil do vereador e tentativa de contato

No site oficial da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Fabio Silva se apresenta como empresário e gestor comunitário da Zona Norte da capital fluminense. Ele também é reconhecido como embaixador do projeto "Onda Carioca" no Complexo do Chapadão. Este é o seu primeiro mandato como vereador.

O portal g1 entrou em contato com a direção do partido Podemos e com a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. As equipes de reportagem do g1 e da RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, também buscam identificar a defesa do vereador para ouvir o posicionamento dele sobre a prisão.

Operação Backbone e os alvos da PF

A prisão preventiva de Fabio Silva, pelo crime de participação em organização criminosa, faz parte da Operação Backbone. O objetivo da ação é desarticular a estrutura de provedores de internet controlados pelo Comando Vermelho (CV), que operam em áreas de forte presença da facção, como os complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, no Rio de Janeiro.

Além do vereador, a operação atingiu membros da família do rapper Oruam. Márcia Gama Nepomuceno, mãe do artista, e Lucas Santos Nepomuceno, seu irmão, tiveram mandados de prisão expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e foram presos.

Outro mandado foi cumprido contra Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, pai de Oruam, que já estava em regime fechado. A Polícia Federal afirma que ele "continua a controlar as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças da facção".

Investigação sobre violência e bloqueio de bens

"As investigações mostraram que criminosos armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de provedores de internet concorrentes, impedem reparos e obrigam moradores e comerciantes a contratar o serviço de internet controlado pela facção", afirmou a PF em nota oficial.

Até o momento, 19 mandados de prisão haviam sido cumpridos. A Justiça determinou ainda o bloqueio de bens e valores de até R$ 558 milhões, atingindo 40 pessoas físicas e 42 empresas. As atividades econômicas dessas pessoas jurídicas, que incluem provedores de internet, produtoras de eventos, firmas de contabilidade e empresas de fachada, foram suspensas.

Os investigados responderão por crimes como domínio social estruturado, que pune grupos que usam violência e ameaças para controlar território, extorsão majorada, atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, interrupção de serviço telemático, desenvolvimento clandestino de telecomunicações e lavagem de dinheiro.


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