Presidente do TRE-MG diz que houve vários erros no voto de Zema em Araxá, e caso será apurado.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), Carlos Henrique Perpétuo Braga, disse que o uso do celular pelo candidato à presidência Romeu Zema (Novo) durante a votação na urna será investigado pelas autoridades eleitorais.
Nós vamos apurar os fatos e, depois que o juiz eleitoral apurar, se chegar ao tribunal, tomaremos as providências. Os mesários foram instruídos para evitar isso. Então, se aconteceu, foi uma série de erros, e vamos investigar, afirmou o presidente do TRE de Minas.
- Zema é candidato do partido Novo à presidência.
- O voto ocorreu em Araxá, Minas Gerais.
- A lei eleitoral proíbe celular na cabine de votação.
- O descumprimento pode gerar detenção.
- A Justiça Eleitoral vai apurar o caso.
Justiça Eleitoral comenta o caso
Em coletiva de imprensa na manhã deste domingo (4), ele lembrou que usar celular na cabine de votação é crime eleitoral.
Em primeiro lugar, valem as regras e elas dizem que não pode usar celular na cabine. Isso é irregular e é crime, podendo até dar prisão, acrescentou.
Defesa de Zema
O candidato Romeu Zema disse à imprensa que entrou com o celular porque ninguém o avisou para deixar o aparelho antes de votar.
Ando com o celular o dia todo, é quase como um dedo. Ninguém me lembrou e fui votar normalmente, mas isso não mudou meu voto. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular. Só votei, disse Zema.
Lei proíbe celular
O artigo 91-A da Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) proíbe levar celular, máquinas fotográficas e filmadoras para a cabine de votação.
Essa atitude pode ser considerada violação do sigilo do voto, com pena de até dois anos de prisão, segundo o artigo 312 do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965).


Redação/Agência Brasil


