28 de setembro de 2026

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Atenção: sinais de que sua cólica menstrual pode indicar problemas de saúde

Saúde Menstruação 28/09/2026 19:17 Ana Carolina Baili - Portal Edicase tribunapr.com.br

Entenda a diferença entre a cólica comum e dores que indicam doenças. Médica explica os 6 sinais de alerta para endometriose, miomas e outras condições ginecológicas que merecem investigação imediata.

Sentir cólica durante a menstruação é uma experiência comum para muitas mulheres. A dor pode aparecer antes ou nos primeiros dias do ciclo e, em alguns casos, ser acompanhada de cansaço, alterações intestinais e maior sensibilidade. Mas existe uma diferença importante entre uma cólica que faz parte do ciclo menstrual e uma dor que começa a interferir na rotina ou muda de padrão ao longo do tempo.

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Larissa Pires, não é apenas a intensidade da dor que deve ser considerada. É importante observar o conjunto: quando a dor aparece, quanto tempo dura, se está piorando com o passar dos meses e principalmente o impacto que ela provoca na vida da mulher. Uma dor que impede atividades habituais ou que vem acompanhada de outros sintomas merece ser investigada, explica.

  • Consulte um médico se a dor impedir você de trabalhar ou estudar normalmente.
  • Alerta: se a cólica ficou mais forte nos últimos meses, procure ajuda.
  • Dor durante ou após o sexo não deve ser ignorada; pode indicar problemas ginecológicos.
  • Sintomas intestinais ou urinários ligados ao período menstrual são sinais de cuidado.
  • Mudanças na quantidade ou duração do sangramento devem ser avaliadas.

Quando a cólica atrapalha sua rotina

Se a mulher precisa faltar ao trabalho, deixar de estudar, cancelar compromissos ou interromper atividades que normalmente faria por causa da cólica, vale conversar com um ginecologista. A intensidade da dor deve ser avaliada considerando também o impacto que ela causa no cotidiano.

A dor está ficando cada vez pior

Uma mudança no padrão habitual merece atenção. Se a mulher sempre teve cólicas leves e percebe que, ao longo dos meses ou anos, elas passaram a ser mais intensas, é importante investigar o motivo.

Dores durante e após o sexo

Dor nas relações não deve ser encarada simplesmente como algo que a mulher precisa suportar. Dependendo das características e da localização da dor, ela pode estar relacionada a diferentes condições ginecológicas e merece avaliação individualizada.

Sintomas intestinais e urinários no ciclo

Dor ou alterações intestinais e urinárias que aparecem de forma recorrente, principalmente próximas ao período menstrual, devem ser relatadas ao médico. O conjunto dos sintomas ajuda a direcionar a investigação.

Alterações no sangramento menstrual

Além da cólica, é importante observar se houve aumento significativo do volume menstrual, sangramentos prolongados ou mudanças importantes no padrão do ciclo. Nem toda alteração significa doença, mas mudanças persistentes devem ser avaliadas.

Qualidade de vida e limitações

Não existe uma regra de que a mulher precisa aguentar uma dor menstrual intensa todos os meses. Quando a dor é recorrente e interfere no bem-estar, o ideal é buscar avaliação para entender sua causa e discutir as possibilidades de tratamento.

Cólica forte nem sempre é endometriose

Um ponto importante é evitar a associação automática entre cólica intensa e endometriose. Existem diferentes causas para a dor pélvica e somente uma avaliação médica, considerando a história da paciente, exame físico e, quando necessário, exames complementares, pode esclarecer o diagnóstico.

Também precisamos tomar cuidado para não normalizar a dor e, ao mesmo tempo, não transformar toda cólica em uma doença. O mais importante é olhar para o padrão daquela mulher. O que é novo O que mudou O que está interferindo na vida dela Essas informações são muito importantes durante a consulta, destaca a Dra. Larissa Pires.

Quando procurar o ginecologista

A recomendação é procurar avaliação quando a dor é muito intensa, está piorando, interfere nas atividades habituais, aparece fora do período menstrual ou vem acompanhada de outros sintomas, como dor nas relações, alterações intestinais ou urinárias e mudanças importantes no sangramento.

A ginecologista reforça que conhecer o próprio ciclo também é uma ferramenta de cuidado. A mulher não precisa esperar a dor se tornar insuportável para procurar ajuda. Observar o próprio ciclo e perceber mudanças é uma forma de participar ativamente do cuidado com a saúde, finaliza.


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