A Prefeitura de Sumaré enviou equipes para limpar bairros com focos do mosquito Aedes aegypti. A cidade registra 109 casos confirmados em 2026 e pede ajuda dos moradores para vistoriar suas casas.
A Prefeitura de Sumaré aumentou as medidas de saúde nesta semana para combater a dengue nos bairros que tiveram casos confirmados da doença. As equipes que cuidam das arboviroses estão visitando mais casas, procurando e eliminando lugares onde o mosquito Aedes aegypti se reproduz. Além disso, os agentes estão orientando a população sobre como se prevenir.
Os trabalhos focados nas casas estão acontecendo nos bairros Maria Luiza, Parque Itália e Matão. Já nos bairros São Domingos, Campo Belo e Virgílio Viel, a equipe está concentrada nos Pontos Estratégicos. São locais, como terrenos e áreas comuns, onde há mais chance de o mosquito se multiplicar.
- Sumaré registrou 1.345 notificações de dengue e 109 casos confirmados em 2026.
- Nenhum óbito pela doença foi registrado no município até o momento.
- Os bairros com maior atenção são Maria Luiza, Parque Itália e Matão.
- A Secretária Adjunta de Saúde, Denise Barja, pede que os moradores deixem os agentes entrar nas casas.
- Cuidados simples, como tampar caixas d'água e limpar calhas, ajudam a evitar o mosquito.
Essa mobilização acontece justamente no período de maior risco para as arboviroses. Com o aumento das chuvas, qualquer recipiente ou estrutura que acumule água pode virar um criadouro. O Ministério da Saúde explica que o Aedes aegypti transmite a dengue, a chikungunya e a Zika. Por isso, eliminar os criadouros é a principal forma de diminuir o número de mosquitos.
Cuidados e visitas técnicas
Durante as visitas, os agentes ensinam os moradores a cuidar dos quintais e do interior das casas. Se a técnica indicar, eles podem aplicar larvicida (um produto que mata as larvas) ou fazer nebulização (spray químico) para reduzir o número de adultos.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Sumaré já soma 1.345 notificações de dengue neste ano, sendo 109 casos confirmados. Até agora, ninguém morreu por causa da doença na cidade.
A situação mostra a importância de manter os cuidados preventivos todos os dias, principalmente porque o mosquito gosta de lugares com água parada para se reproduzir.
A colaboração da população é essencial
Denise Barja, secretária adjunta de Saúde, salienta que o trabalho das equipes só funciona se a população ajudar. "O combate à dengue depende do trabalho permanente das equipes de saúde, mas principalmente da colaboração da população. A maior parte dos criadouros está dentro das residências. Por isso, cada morador precisa dedicar alguns minutos por semana para verificar quintais, calhas, ralos, vasos de plantas e qualquer recipiente que possa acumular água", afirma.
Entre os cuidados principais indicados pela Secretaria de Saúde estão:
- Manter caixas d'água sempre fechadas e tampadas;
- Limpar as calhas para tirar folhas e objetos que bloqueiam a passagem da água;
- Evitar que a água fique parada nas lajes;
- Lavar os tanques e baldes de água toda semana;
- Colocar areia até a borda nos pratinhos dos vasos e limpar com frequência;
- Trocar a água dos bebedouros dos animais todos os dias;
- Tirar folhas, galhos e objetos que guardem água nos quintais;
- Guardar garrafas sempre de cabeça para baixo;
- Jogar o lixo no local certo, sem deixar pneus velhos;
- Não usar terrenos vazios para descartar lixo;
- Manter piscinas limpas e com tratamento;
- Desmontar e guardar piscinas de brinquedo quando não estiver usando.
O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas deixem os agentes de combate às endemias entrarem nas casas durante as fiscalizações. Essa participação é vista como parte vital da estratégia contra o mosquito.
Prevenção começa dentro de casa
Eliminar um pequeno potinho com água parada pode quebrar o ciclo de reprodução do mosquito. Por isso, a orientação é tornar a vistoria da casa um hábito, especialmente quando chove.
Para o Ministério da Saúde, controlar o Aedes aegypti depende de unir as ações do governo público com os cuidados feitos pela população.


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