08 de outubro de 2026

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Gatos também sofrem de acne: entenda as causas e saiba como tratar

Saúde Gatos 08/10/2026 11:30 Tribuna do Paraná tribunapr.com.br Curitiba PR

Assim como os humanos, gatos podem desenvolver acne felina, caracterizada por pontos pretos no queixo. O problema pode evoluir para infecções e exige cuidados específicos, evitando produtos tóxicos e espremer cravos. Veja o que fazer.

Assim como os humanos, os gatos também podem desenvolver acne. Conhecida como acne felina, essa é uma alteração dermatológica que costuma aparecer principalmente na região do queixo e dos lábios, sendo caracterizada, inicialmente, por pequenos pontos pretos semelhantes a cravos. Embora possa parecer apenas uma questão estética, o problema merece atenção, pois, em alguns casos, pode evoluir para inflamações, feridas e infecções.

As causas exatas nem sempre são identificadas, e diferentes fatores podem contribuir para o seu aparecimento. O problema está relacionado à obstrução dos folículos pilosos por queratina e secreções oleosas. Entre os fatores que podem favorecer essa alteração, estão a produção excessiva de sebo, dificuldades do gato para higienizar a região, estresse, alterações na barreira da pele e outros problemas dermatológicos. Além disso, comedouros e bebedouros de plástico podem acumular resíduos e microrganismos em pequenas fissuras, o que pode agravar irritações em animais predispostos.

  • A acne felina inicia com cravos no queixo e pode virar infecção grave se ignorada.
  • Tigelas de plástico devem ser trocadas por aço inoxidável ou cerâmica para evitar resíduo.
  • Nunca esprema os cravos nem use álcool ou pomadas humanas no gato.
  • Espaços muito pequenos ou fechados podem desencadear estresse no animal.
  • A higiene diária do queixo ajuda a prevenir a volta das lesões.

Sintomas da acne felina

Os sintomas da acne felina aparecem principalmente no queixo e ao redor dos lábios do gato. Nos casos mais leves, é comum observar pequenos pontos pretos, semelhantes a cravos, que podem dar à região uma aparência de sujeira.

Conforme o quadro se intensifica, também podem surgir vermelhidão, inchaço, coceira, queda de pelos, pequenas feridas, crostas e sensibilidade ao toque. Em casos mais avançados, a inflamação pode favorecer infecções secundárias, com formação de pústulas, secreção e dor.

Quando procurar um veterinário

Ao perceber alterações na pele do animal, é importante procurar um médico-veterinário para avaliar o quadro e indicar os cuidados adequados. A avaliação se torna ainda mais importante quando há coceira intensa, dor, feridas, crostas, secreção, sangramento ou queda de pelos, pois esses sinais podem indicar inflamação ou uma infecção secundária.

Durante um quadro de acne felina, alguns cuidados são importantes para evitar irritações e o agravamento das lesões. Não é recomendado espremer os cravos, cutucar as feridas ou tentar remover crostas, pois essas atitudes podem machucar a pele e favorecer infecções.

Perigos no tratamento em casa

Também é importante não aplicar pomadas, cremes, sabonetes, álcool, água oxigenada, óleos essenciais ou medicamentos de uso humano sem orientação veterinária, já que algumas substâncias podem ser irritantes ou até tóxicas para os gatos.

O tratamento da acne felina depende da intensidade das lesões e deve ser orientado por um médico-veterinário. Nos casos mais leves, os cuidados podem envolver a higienização adequada do queixo com produtos específicos para gatos e mudanças na rotina para manter a região limpa e seca.

Tratamento e prevenção

Quando há inflamação, feridas ou infecção secundária, o profissional pode indicar medicamentos tópicos ou sistêmicos, conforme a necessidade do animal. Também pode ser recomendada a substituição de comedouros e bebedouros de plástico por recipientes de materiais mais fáceis de higienizar, como aço inoxidável ou cerâmica.

Embora nem sempre seja possível prevenir completamente a acne felina, alguns cuidados na rotina podem ajudar a reduzir o risco de aparecimento ou recorrência das lesões. Para isso, é importante manter comedouros e bebedouros sempre limpos, lavando-os diariamente e dando preferência a recipientes de aço inoxidável ou cerâmica, que são mais fáceis de higienizar do que os de plástico.

Também é recomendado observar regularmente o queixo do gato e mantê-lo limpo e seco, especialmente se o animal apresentar dificuldade para fazer a própria higiene. Caso os cravos e outras alterações apareçam com frequência, o médico-veterinário pode ajudar a estabelecer uma rotina de cuidados adequada para controlar as recorrências.


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