Boletim da Fiocruz mostra aumento de casos graves de Covid-19 em Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Roraima, Sergipe e Santa Catarina estão em alerta para SRAG.
O número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil aumentou entre setembro e outubro. Isso inclui os casos graves causados pela covid-19. Os dados são da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
O último Boletim InfoGripe mostra sinais de aumento de casos graves de covid-19 em pelo menos cinco unidades da Federação: Mato Grosso, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.
- A SRAG é uma complicação respiratória grave que pode exigir internação.
- A Fiocruz acompanha esses casos para identificar surtos e tendências.
- Cinco estados já mostram aumento de casos graves de covid-19.
- Três estados estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG.
- Duas capitais também acendem o alerta: Aracaju e João Pessoa.
São Paulo registra casos e mortes
A cidade de São Paulo registrou aumento de casos de covid nas últimas semanas, segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e hospitais. Em 2026, foram registrados 348 casos e 45 mortes por covid apenas na cidade de São Paulo.
Números e alertas por estado
No Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, a incidência de SRAG por covid-19 permanece em níveis muito baixos, destacou o documento.
Três estados, entretanto, apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Roraima, Sergipe e Santa Catarina.
A Fiocruz observa ainda que duas das 27 capitais registram nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco, com sinal de crescimento na tendência de longo prazo: Aracaju e João Pessoa.
Dados por vírus
Nas quatro últimas semanas epidemiológicas, entre os casos positivos de SRAG, a proporção de resultados positivos para cada vírus foi de 4,2% para influenza A; 4,7% para influenza B; 10,1% para vírus sincicial respiratório; 50,1% para rinovírus; e 8,5% para covid-19.
Entre os óbitos, a presença desses mesmos vírus entre os casos positivos, no mesmo recorte temporal, foi de 1,3% para influenza A; 12,7% para influenza B; 3,8% para vírus sincicial respiratório; 43% para rinovírus; e 24,1% para covid-19.
Ao longo de 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG, dos quais 91.420 (53,3%) tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 62.823 (36,7%) tiveram resultado negativo e ao menos 7.457 (4,4%) aguardavam resultado laboratorial.
Quem é mais afetado
O InfoGripe mostra que a incidência e a mortalidade semanal médias, nas últimas oito semanas epidemiológicas, mantêm o cenário típico de maior impacto nos extremos das faixas etárias analisadas.
Enquanto a incidência de SRAG apresenta impacto mais elevado em crianças de até 2 anos, em relação à mortalidade, ocorre o inverso: a população com 65 anos ou mais aparece como a mais impactada.


Testagem para covid-19. Foto: Tony Winston/Agência Brasília


