05 de novembro de 2026

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Spotify cria app de IA para você remixar músicas

TECNOLOGIA IA 05/11/2026 11:34 Notícias ao Minuto noticiasaominuto.com.br

O Spotify está desenvolvendo uma ferramenta de inteligência artificial que permitirá aos usuários criar versões personalizadas de músicas da plataforma. O recurso, que deve ser lançado no início de 2027, funcionará como um serviço pago extra, separado da assinatura Premium, e dependerá da autorização expressa dos artistas, que receberão uma parte da receita.

O Spotify está desenvolvendo uma ferramenta de inteligência artificial (IA) que permitirá aos usuários criar suas próprias versões de músicas disponíveis no serviço de streaming. A novidade deve ser lançada no início de 2027, segundo informações publicadas pelo jornal britânico Financial Times.

De acordo com pessoas próximas ao projeto ouvidas pela publicação, o anúncio poderá acontecer durante a temporada do Grammy, cuja cerimônia está marcada para o início de fevereiro. A ferramenta deverá funcionar como um serviço pago, separado da assinatura Premium. Isso significa que mesmo os usuários que já pagam para ouvir músicas sem anúncios terão de desembolsar um valor adicional caso queiram utilizar o recurso.

  • Lançamento previsto para o início de 2027, possivelmente durante a temporada do Grammy.
  • Serviço será cobrado separadamente da assinatura Premium, estimados entre US$ 4 e US$ 5.
  • Uso das músicas dependerá de autorização dos artistas, que receberão percentual da receita.
  • Acordo de licenciamento já fechado com a Universal Music Group; negociações seguem com Sony e Warner.
  • Spotify ultrapassou a marca de 300 milhões de assinantes pagos no terceiro trimestre de 2026.

Como vai funcionar a nova ferramenta de IA do Spotify

Segundo o Financial Times, os usuários poderão utilizar inteligência artificial para modificar músicas e produzir versões personalizadas das faixas disponíveis no catálogo. A utilização das canções, porém, dependerá da autorização dos artistas. Os músicos deverão concordar com a disponibilização de suas obras para esse tipo de criação e terão direito a uma parcela da receita gerada pelas versões produzidas com a ferramenta.

O Spotify também pretende incorporar essas músicas modificadas às playlists do serviço, permitindo que sejam reproduzidas dentro da própria plataforma. Ainda não foram divulgados detalhes sobre quais alterações poderão ser feitas nas faixas nem sobre os limites de utilização da tecnologia.

Spotify negocia acordos com gravadoras

A empresa sueca já teria fechado um acordo de licenciamento com a Universal Music Group para viabilizar o projeto. As negociações continuam com a Sony Music e a Warner Music, duas das maiores gravadoras do mundo.

Segundo as fontes ouvidas pelo Financial Times, o Spotify pretende lançar a ferramenta mesmo que não consiga concluir os acordos com as duas empresas antes da estreia. A participação dos artistas continuará dependendo das condições de licenciamento e das autorizações necessárias para o uso de suas músicas.

Números de crescimento da plataforma

A preparação da nova ferramenta acontece em um momento de crescimento das receitas do Spotify. No terceiro trimestre de 2026, a empresa registrou lucro líquido atribuível de 518 milhões de euros, uma queda de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Entre julho e setembro, a receita total chegou a 4,969 bilhões de euros, um crescimento de 16% na comparação anual. Já o lucro operacional avançou 25%, alcançando 967 milhões de euros. Desse total, 4,487 bilhões de euros vieram das assinaturas Premium, enquanto a publicidade respondeu por 482 milhões de euros. A plataforma também ultrapassou a marca de 300 milhões de assinantes pagos.


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